| As vacinas possuem alta eficácia para a prevenção da infecção pelo HPV, com taxa de soroconversão que chega a 99% e produção de anticorpos consideravelmente mais alta do que a estimulada pela infecção natural. Contudo, têm ação profilática e não de tratamento.
Importante lembrar que as vacinas não previnem todas as infecções pelo HPV e nem outras doenças sexualmente transmissíveis. Por isso, o programa de vacinação contra o HPV não eliminará a necessidade da realização rotineira e anual do exame preventivo, o Papanicolau.
Atualmente estão registradas no Brasil duas vacinas contra o HPV. Uma é produzida pelo laboratório MERCK previne as infecções pelos tipos 6, 11, 16 e 18 de HPV e é capaz de evitar 70% dos casos de câncer de colo de útero e 90% das verrugas genitais. Outra é produzida pelo laboratório GSK e previne contra os tipos 16 e 18 do HPV, apresentando proteção cruzada também contra os tipos 31 e 45, ampliando a proteção contra o câncer de colo de útero.
Esquema de doses: as duas vacinas tem esquemas de 3 doses.
Esquema vacina da Merck: a segunda 2 meses após a primeira dose e a terceira 4 meses após a segunda.
Esquema vacina da GSK: a segunda 1 mês após a primeira dose e a terceira 5 meses após a segunda.
Ambas as vacinas podem ser administradas, desde que em regiões anatômicas diferentes, concomitantemente com outras vacinas do calendário da mulher.
Reações adversas esperadas: as vacinas contra o HPV registradas e disponíveis no Brasil são seguras e podem causar reações locais, como dor, edema e vermelhidão.
Contra-indicações:
Gestação;
Alergia a componentes da vacina.
As vacinas NÃO estão contra-indicadas para:
Mulheres que estejam amamentando;
Mulheres imunodeprimidas.
Consultora:
Dra. Isabella Ballalai – Diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações; Professora do Curso de Extensão em Vacinas da UFRJ e Diretora Médica da Vaccini – Clínica de Vacinação. |